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27.11.16

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Foi um caos chegar ali, onde partia o barco. Tudo era um caos de estradas (que pareciam não levar a lado nenhum), de sinais, de caminhos. Tudo em obras, ou então estranhamente abandonado. Naquele momento ainda não sabia que era a metáfora perfeita de como estaria a minha mente depois de chegar. Ainda estava ali, ainda não o conseguia assimilar, nem pensar em nada. Ali ainda só podia viver aquele caos de estradas. E o céu negro, tão negro. E o sol, que de repente apareceu com uma luz laranja-forte para nos dar a sua última despedida daqueles lados do Mediterrâneo. E mais que isso. Um arco-íris sobre nós. Um arco-íris sobre todo aquele caos inóspito, abandonado, quase desolador. Não, não era por acaso.








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Depois o barco. A noite. O porto. Toda aquela imponência e frieza industrial dos portos. Tanto aço, tão duro, tão frio. E a ferrugem. (porque tem tudo isto ao mesmo tempo algo de encantador?)
Vinte horas ali, sobre o mar. Dormir no chão ao ritmo da trepidação do motor. E acordar naturalmente de madrugada com o pensamento “tenho de ir ver o nascer-do-sol”. Subir até à ponta mais alta do barco e vê-lo dali, com aquele ar frio e húmido na cara (há momentos em que estamos tão conectados).
Todo o dia. Mar a toda a volta.









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Já quando tudo se pintava de azul, ao longe começava a aparecer, como uma miragem, como um sonho, tão etérea: Barcelona. E pouco a pouco a miragem foi-se tornando mais real. Os perfis (tão familiares) que delineiam aquela cidade foram-se tornando mais definidos. E foi como lentamente acordar de um sonho. Um sonho de uma viagem de seis meses, numa carrinha, por todo o sul da Europa, até à Grécia.





fotos de meiomaio


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Em busca de beleza.

entre Livorno e Barcelona, pelas águas do Mediterrâneo

24.11.16

dos tesouros, dos momentos

Outro sítio mágico encontrei-o em Siena. Mas fora das praças pomposas e longe das imponentes catedrais.
Sim, aquela era uma cidade lindíssima. Mas o tesouro encontrei-o onde menos esperava (não é sempre assim?).













fotos de meiomaio


Era final de tarde e fui dar uma volta sozinha. Meti-me pelas ruas mais pequenas, humildes e por onde não passava ninguém. As ruas mais esquecidas. E de repente, um pequeno jardim, cheio de recantos onde as cores e as formas jogaram com a luz com uma harmonia incrível. Era a luz azul, o verde de fundo e o contraste com os tons quentes das pétalas daquelas flores de outono. Tanta, tanta beleza ali naquele momento (ou era dos meus olhos?).

Siena, Itália

18.11.16

com a perfeição de uma pintura bucólica










fotos de meiomaio


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Naquelas terras, todos os tons de dourado que possamos imaginar. Naquelas terras, todas as curvas, tão suaves, tão delicadas, delineavam os perfis das paisagens com a perfeição de uma pintura bucólica. Naquelas terras tudo era como um grande postal, daqueles de beleza clássica, quase antiquada. Mas que nos encantavam a alma à medida que percorríamos as estradas da bella Toscana.

dos caminhos perto de Pienza, Toscana, Itália

7.11.16

das águas do mar às águas do lago













fotos de meiomaio
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No meio, muitos quilómetros de estrada. E os melhores céus de toda a viagem.
Sim, era Outono. Efectivamente o Outono tinha chegado em todo o seu esplendor. E era evidente na doce luz que envolvia todas aquelas paisagens do interior de Itália.

entre Sapri e Lago del Salto, Itália