20.2.18

la tierra colorada

A viagem seguiu em direcção ao Norte.
E a vegetação era cada vez mais densa. O cheiro mais forte. O ar mais húmido. As cores mais intensas.


A terra tingiu-me os pés de vermelho.
E de repente a vida começou a brotar por todos os lados.















fotos de meiomaio


Tanta vida.
A verdadeira riqueza florescia ali em cada detalhe.


Eldorado, Misiones, Argentina

2.2.18

el paso de los Andes

Qualquer palavra se torna pequena diante daquela imponência. E assim passei, sozinha, em silêncio, as montanhas mais altas que alguma vez vi. Num autocarro. Uma aduana pelo meio. E um olhar maravilhado por tanta grandiosidade, tanta força.


As imagens falam por si.








fotos de meiomaio


paso de Uspallata, Chile e Argentina

16.1.18

en un cálido atardecer

Me acuerdo de despedirme de ti en un cálido atardecer.

Ciudad de las calles viejas y coloridas que suben y bajan como un laberinto de colores y poesía, de los perros abandonados que duermen cerca de la gente buscando un poco de cariño, del puerto industrial de donde salen ruídos metálicos y que sólo se ve (y se escucha) desde los miradores. Del caos de las calles de abajo con toda la gente vendiendo todo el tipo de cositas más o menos inútiles en un trapo en el suelo. De la comida humilde, de verdad (casi siempre con palta). De los rincones de las calles, negros de la suciedad de todo lo que pasa en ellas. Del mar siempre al fondo. De los gatos. Del canto ansioso de la gaviotas.


Bohemia, decadente, marítima y envejecida.
Y encantadora.   .











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Valparaíso, Chile

9.1.18

Valparaíso

Talvez um dos nomes mais bonitos de cidade que alguma vez ouvi. Só por isso tinha de valer a pena. E por estar ao lado do mar.
Por isso fui sem duvidar. Iam ser três semanas (o único tempo definido daquela viagem). E foram dias de muita cor. De muita introspecção sob o canto das gaivotas. E de tantas mensagens escritas pelas paredes. (que me iam dizendo tanto)
















fotos de meiomaio


Valparaíso, Chile

5.12.17

daqueles inesquecíveis finais de tarde

Nunca tinha estado tanto tempo longe do mar como daquela vez.


"Há quase três meses que não vejo o mar. Há quase três meses que vivo rodeada de montanhas e lagos, num ambiente que nunca definiria como meu.
E muitas vezes começa a pesar. A falta do horizonte (que seja só uma linha, entre azul e azul). A falta da força, das águas que que têm vida. A falta do ar húmido que me beija a cara com aroma a sal. O frio que pouco a pouco vai chegando. A neve que começa a ameaçar.
É que, por muito bonito que seja, não sou nem nunca serei uma pessoa de montanhas. Gosto delas, para passar uma semana e ir embora. Depois sufoca-me.
E estou aqui há quase dois meses. E há dias que só quero fugir até onde volte a sentir o sabor das ondas no ar. Este ambiente não é para mim.

Mas depois vêm os finais de tarde. E o admirar de todos os tons que estas montanhas podem ter, como mudam magicamente de cor, e como tudo se reflete nas águas do lago.
E faço as pazes contigo.
Estas cores de fim de tarde acalmam toda a minha estranheza por estes ambientes e relembram-me que, apesar de tudo, esta é a paisagem de montanhas mais bonita que já vi na vida.
Sim, esta mesmo, aquela que vejo da janela todos os dias e a mesma que há quase dois meses me gritou, em tons de azul, “Estás na Patagónia”."





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lago Nahuel Huapi, Bariloche, Patagónia, Argentina